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Da Coordenação Pedagógica |

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O QUE MUDA NOS CONCURSOS COM A
ENTRADA DA NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA
A
disciplina de
Língua
Portuguesa é
uma das que mais reprovam nos concursos públicos, embora nem todas as pessoas
tenham consciência disso, talvez por ser a única disciplina exigida em todos
os concursos. Mas agora há um novo complicador que surge a partir da
aplicação de dois itens do Decreto 6583 (Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa),
que
declara:
1) O Acordo entra em vigor em 01/01/2009 (artigo 2º); e
2) Coexistirão as normas antigas e
as novas até 31/12/2012 (§ único
do mesmo artigo).
Aparentemente
não há qualquer confusão, pois a conclusão imediata a que se
chega é que os concursos públicos, as provas escolares e os
vestibulares deverão considerar como corretas as duas formas
ortográficas da língua: a antiga e a nova, até o final de 2012.
Essa conclusão é aparentemente
correta, principalmente quando nos referimos às provas discursivas,
ou seja, a prova de redação ou aquela de questões abertas nas quais
o candidato registra, com suas próprias palavras, as respostas de
forma manuscrita. "Quanto a esses casos, não tenhamos dúvida: o
candidato escreve pela forma antiga ou pelas novas regras, ou ainda
pode redigir seu texto seguindo parte de uma maneira e parte de outra",
esclarece o professor Nelson Guerra, do Curso Sólon.
MAS EIS A GRANDE POLÊMICA
(ou POLÉMICA):
E quanto às questões objetivas? O
organizador do concurso pode exigir do candidato o conhecimento
somente das novas regras? Pode exigir somente as regras antigas? Outra pergunta: o
organizador pode elaborar questões exigindo o conhecimento a
respeito das mudanças de uma norma em relação a outra?
Fomos buscar as respostas. O Centro
de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB),
um dos mais tradicionais organizadores de provas para concursos do
país, respondeu SIM a todas essas perguntas. Segundo o doutor Marcus
Vinicius Siqueira, coordenador acadêmico da Instituição, os
candidatos deverão conhecer bem as normas antigas e as novas, assim
como os pontos de mudança entre as duas. Somente nas provas
discursivas "as bancas de correção serão orientadas para aceitar
livremente ambas as formas de escrita durante o período de transição
[de 2009 a 2012]", acrescentou o coordenador.
Na Fundação Carlos Chagas,
na ESAF, na Cesgranrio e na Vunesp, as respostas foram praticamente
as mesmas. A maioria delas informa, ainda, que a redação utilizada
na elaboração de suas provas (enunciado e alternativas das questões)
será grafada conforme o novo padrão oficial.
ATENÇÃO ESPECIAL
NOS EDITAIS DOS CONCURSOS
Os candidatos devem ficar atentos,
principalmente, ao conteúdo programático constantes do edital. "Para
as questões objetivas, se o
edital exigir o conhecimento ortográfico do Decreto 6583, somente
este conhecimento será exigido. Daí a necessidade de conhecer a nova
norma e as mudanças que ela introduziu. Se o edital for omisso a
esse respeito, o candidato deverá conhecer as normas antigas e as
novas", esclarece o professor
Guerra, que há 15 anos atua na preparação de candidatos para
concursos públicos.
Guerra faz ainda um
alerta: "É importante que o candidato também leia sobre os motivos
que levaram à existência da Reforma Ortográfica, assim como o seu processo de
criação, pois o assunto poderá ser exigido também em outra
disciplina: a de Atualidades ou Conhecimentos Gerais, muito
presentes nos concursos de hoje em dia".
ESTUDAR É
PRECISO:
Como se vê, a melhor alternativa é
conhecer as novas regras desde de já. Para isso, o Curso Sólon
preparou um arsenal de instrumentos para você estudar de longe (on
line) o novo sistema ortográfico da Língua Portuguesa e as suas
implicações. O Curso Sólon também oferece cursos presenciais de dois dias, com
emissão de Certificado, para professores e funcionários de escolas e empresas,
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