REPORTAGEM SALÁRIOS NO SETOR PÚBLICO

Salário público sobe 31% contra 13% do salário privado

01 JAN


Durante o governo Lula houve grande esforço na busca da valorização da função profissional e ética do funcionalismo público, assim como na recuperação de ganhos salariais em todos os níveis, os quais foram achatados em décadas anteriores.

Para permitir análise salarial, os professores do Curso Sólon compararam editais de concursos publicados no início e no final do governo Lula. Como exemplo, pode-se citar o administrador júnior da Petrobras, que teve seus ganhos iniciais elevados de R$ 3.154,35 em 2004 contra R$ 5.770,31 em 2010. No Banco Central o salário inicial do analista era de R$ 7.878,00 em 2002 contra R$ 18.478,00 atualmente. O Auditor-Fiscal da Receita Federal contava com ganhos iniciais de R$ 7.377,13 em 2002, mas no edital de 2009 o valor havia subido para R$ 13.067,00 (no próximo o valor será de R$ 19.451,00).

Outras vantagens - Deve-se destacar, ainda, outros ganhos financeiros e sociais, diretos e indiretos, normalmente encontrados no serviço público federal, estadual ou municipal, existentes hoje em dia, nem sempre encontrados no passado do serviço público nem no presente da atividade privada, tais como previdência complementar, assistência médica e odontológica normalmente extensiva à família, gratificações periódicas, programas de graduação e de pós-graduação, aposentadoria integral, participação nos lucros ou em parcela da arrecadação e auxílios diversos.

Como é tempo de planejar o futuro, os professores do Curso Sólon decidiram juntar e apresentar para você, logo a seguir, a reportagem e os gráficos publicados no dia 26/12/2010 pela Folha de S.Paulo, os quais devem ser observados com muita atenção por aqueles que pretendem conquistar estabilidade e segurança profissional no ano de 2011, pois além de tudo, o emprego público é democrático por natureza, não contando com preferência de idade, sexo, cor ou outra forma de segregação social. Só depende de dedicação nos estudos.



 

Ganho de servidores cresceu 31% contra 13% de empregados particulares

Diferença se acentuou em 2006 quando petista fez primeiro pacote de reajustes generalizado para o funcionalismo

GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA 

PEDRO SOARES
DO RIO

Os mesmos dados que mostram a queda do desemprego e o aumento da renda ao longo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apontam, ao serem decompostos, o aumento da desigualdade entre o emprego público e o trabalho no setor privado.

Segundo levantamento feito pela Folha a partir das pesquisas mensais de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os rendimentos médios dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, que já eram superiores, cresceram ainda mais que os da iniciativa privada nos últimos oito anos.

As diferenças começaram a se acentuar em 2006, ano em que a administração petista lançou o primeiro de dois pacotes de reajustes salariais generalizados para os funcionários do Poder Executivo. Governadores e prefeitos também aproveitaram os ganhos de receita para beneficiar o funcionalismo.

Em valores corrigidos pela inflação, o rendimento médio mensal no setor privado, incluindo assalariados, autônomos e empregadores, era de R$ 1.173 em dezembro de 2002, às vésperas do início do governo Lula.

De lá para cá, um aumento de 13% levou o valor a R$ 1.323 em novembro passado, pela pesquisa feita nas seis principais regiões metropolitanas -São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.

No mesmo período, a renda no serviço público, formada basicamente por salários, teve expansão de 31% acima da inflação, passando de R$ 1.909 para R$ 2.494.

SINDICALISTAS:

As tabelas de remuneração do Executivo federal, publicadas periodicamente, apresentam cifras maiores e exemplos mais concretos dos ganhos obtidos pelo funcionalismo, cujos sindicatos estão entre as principais bases políticas do PT.

Uma disputa entre as carreiras da elite da administração direta levou os salários máximos pagos regularmente pelos ministérios para perto dos R$ 20 mil mensais atualmente.

Desconsiderando perdas em gestões anteriores, os salários de advogados da União, auditores-fiscais, diplomatas e gestores foram elevados em quase 70% acima da inflação no governo Lula, aproximando-se do topo do Executivo, ocupado pelos delegados e peritos da Polícia Federal.

Segundo o IBGE, o contingente de servidores federais, estaduais e municipais também cresceu nos últimos anos e atingiu 3,4 milhões de pessoas nas seis regiões.

Cerca de 65% deles eram contratados pela regras do regime estatutário do funcionalismo e militares; os demais tinham vínculo temporário ou regido pela CLT.

Para Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, houve nos últimos anos "uma valorização clara" do serviço público, que resultou no crescimento do contingente de empregados.

Tal tendência, afirma, só foi interrompida pela crise, que repercutiu em 2009 e no início deste ano. Mas em meados de 2010, diz Pereira, o efetivo de trabalhadores voltou a subir.

O mesmo, diz, ocorreu com os rendimentos, que avançaram com reajustes maiores a servidores concedidos nos últimos anos.

Acesse a fonte da reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/850794-sob-lula-cresce-desigualdade-entre-salarios-publico-e-privado.shtml

   

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